A Guerra pela Atenção: O Que as Eleições de 2026 Ensinam (e Assustam) sobre o Marketing
Por Maicon | Colunista e CEO da A.N.D.S. Web Digital 10 de Fevereiro de 2026
Se você acha que a disputa pela atenção do consumidor no Instagram está difícil, espere até ver o que vai acontecer nos próximos meses. Estamos oficialmente em ano eleitoral, e se existe uma “Faculdade de Marketing” intensiva e muitas vezes impiedosa, ela se chama Campanha Política.
Como estrategista digital à frente da A.N.D.S., eu observo os movimentos dos marqueteiros políticos com uma lupa. Não pelo viés ideológico — aqui falamos de negócios, não de partidos —, mas pela técnica. Em 2026, estamos prestes a ver a eleição mais tecnológica e segmentada da história do Brasil.
E o que isso tem a ver com a sua empresa? Absolutamente tudo.
A Era da “Micro-Segmentação Cirúrgica”
Antigamente, político subia no caixote e falava para a praça inteira. Hoje, isso é desperdício de dinheiro. O que veremos este ano é a aplicação extrema do que eu sempre falo para meus clientes: não tente vender para todo mundo.
Os comitês de campanha estão utilizando Big Data para saber exatamente quem é o eleitor “indeciso, classe C, morador da zona norte, que gosta de futebol e está preocupado com a segurança”. O anúncio que aparece para ele é totalmente diferente do que aparece para o vizinho.
A lição para nós: Se um candidato não gasta verba falando com quem não vota nele, por que você ainda impulsiona posts sem definir um público-alvo exato? Na A.N.D.S., quando vendemos um imóvel de R$ 650 mil em 10 dias, foi porque usamos essa mesma lógica: falamos apenas com quem tinha o poder de compra.
O Elefante na Sala: Inteligência Artificial e Deepfakes
Aqui entra o ponto que me assusta e que exige cuidado. 2026 será marcado como a “Eleição da IA”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já endureceu as regras. A Resolução nº 23.732, que começou a desenhar esse cenário ainda em 2024, proíbe explicitamente o uso de deepfakes (vídeos falsos realistas) para prejudicar candidatos e exige rótulos claros em qualquer conteúdo gerado por IA.
Mas a tecnologia corre mais rápido que a lei. Veremos uma enxurrada de conteúdos sintéticos. Para sua empresa, a lição é inversa: em um mar de robôs e vozes artificiais, a autenticidade virou artigo de luxo. Nunca foi tão importante para você, dono de negócio, aparecer nos Stories, mostrar os bastidores reais e provar que sua marca é feita de humanos. A confiança será a moeda mais cara de 2026.
A Ditadura dos 15 Segundos
Por fim, o “Horário Político na TV” virou peça de museu para as novas gerações. A guerra real acontece no feed vertical. Candidatos estão treinando para resumir propostas complexas em vídeos de 15 segundos para o TikTok e Reels. A capacidade de síntese e de prender a atenção no primeiro segundo é vital.
Se um projeto de país precisa caber em um Reels, o seu produto também precisa. A objetividade que o tráfego pago exige é a mesma que elege presidentes.
Conclusão
Não precisamos concordar com as táticas do “vale-tudo” eleitoral, mas precisamos aprender com a eficácia técnica delas. Segmentação, uso ético da tecnologia e velocidade na comunicação. É assim que se ganha votos, e é assim que se ganha mercado.
Que venham as urnas. Nós, da A.N.D.S. Web Digital, continuaremos aqui, focados na única eleição que importa para o seu negócio: a escolha do cliente pela sua marca.
Fontes e Baseamento para o Leitor (Rodapé):
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TSE (Tribunal Superior Eleitoral): Resoluções sobre propaganda eleitoral e uso de Inteligência Artificial (Baseado na Resolução nº 23.732/2024 e atualizações de 2026).
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Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997): Artigos atualizados sobre impulsionamento de conteúdo na internet.
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Análise de Mercado: Tendências de Big Data e Microtargeting em campanhas globais.